Ohana Dreams (Capítulo 4)

Aquele
dia estava acabado para ela, mas por outro lado sua amiga ainda sentia no peito a ansiedade de uma jovem que encontra seu primeiro amor. Em um guardanapo mal
dobrado da sorveteria foi deixada uma simples mensagem: Encontre-me na Rocha do Wailmer. E ela
não pretendia deixa-lo esperando por muito tempo.
—
É. Tudo bem. Já entendi. Vai lá com seu novo amiguinho — Kai resmungava irritada, pois nunca conseguia esconder algo que a frustrava.
—
Não diga isso! Vai me fazer sentir-se culpada — Miliani tentava contestar, mas
a verdade é que ela não parava de olhar para o sol para ter uma noção de que
horas eram e se conseguira chegar à Rocha há tempo. — Por um acaso você olhou
ele com atenção? O Dylan é bonito, forte, estrangeiro, gosta de surfar e já
viajou o mundo! Ele é de Hoenn, uma das minhas regiões prediletas, e aposto que
já enfrentou grandes treinadores.
—
Ou é só um moleque mimado que gosta de ficar passeando com o dinheiro do papai —
respondeu Kai, sarcástica.
Kailani
continuava sentada na beirada da ponte que separava o vilarejo da rua da casa
de sua amiga, como se esperasse o tempo passar de propósito. Hal caminhava pela
areia procurando pedrinhas e atirando-as no oceano para que o Popplio fosse
busca-las, enquanto o pobre Iwanko se afogava nas ondas e voltava chorando.
Miliani
olhou para o sol que já se punha, e se não terminasse aquela discussão logo, ficaria sem seu príncipe.
—
Você vive dizendo que eu deveria ser mais romântica — ela falou baixinho.
Sua parceira levantou-se, mas teve de se segurar para não pular em cima dela.
—
É. Romântica comigo. Não com um cara
que você conheceu em menos de vinte e quatro horas e já pensa em casar! Ele
pode estar planejando algo ruim contra você, quanto quer apostar que ele só pensa
no seu corpo?
—
Ah, mas você viu aquele tanquinho?
—
E daí? Eu também tenho tanquinho — Kai levantou a camisa e mostrou seu corpo
de atleta. Porte invejável. Mili corou de vergonha e pediu para que ela tampasse o abdômen o quanto antes.
—
Só que o dele é diferente...
—
Não foi isso que você disse noite passada.

—
Viiish! Toma esse Burn Heal, Mili!
—
Cuida da sua vida, Hal.
—
Tudo bem, acho que é hora de irmos embora mesmo — o garoto deu um fim na
conversa ao perceber que ela já estava indo longe demais.
—
Você está certo, Halzinho. Sua irmã já é bem grandinha e sabe o que quer da vida,
deixe ela quebrar a cara e depois voltar correndo para meus braços. Só não sei
se vou recebê-la com o mesmo carinho.
Mili
virou a cara e Kai bufava de raiva. As duas ficaram de costas uma
para a outra, precisando de um tempo para respirar e assimilar tudo que acontecia tão depressa. A moça de cabelos prateados
sempre tentava esconder o rosto debaixo da franja quando ficava triste, ela
levava a mão até a boca e continha alguns soluços, e sempre que essa cena vinha à
tona Kailani se lembrava do dia em que vira sua melhor amiga chorar sozinha
pela morte dos pais e ela nada podia fazer além de oferecer sua companhia — que já
era a melhor das ajudas.
Foi
Kailani quem virou-se primeiro e correu em sua direção, abraçando-a pelas costas com
tanta força que chegou a machucar.
—
Ah, Mili! Não consigo sequer pensar em deixa-la sozinha nesse mundo!
Foi mal por ser tão ciumenta, mas também não quero suas desculpas por achar que
alguém possa cuidar de você melhor do que eu. Você é minha. Se acha que um cara
consegue fazer o que eu não consigo, então tudo bem...
—
Não é nada disso, Kai... O Dylan é bacana e faz meu coração acelerar, mas você
é a melhor para mim, e meu coração bate
por você, consegue entender a diferença?
As
duas ainda estavam abraçadas quando Mili fechou os olhos e se entregou
completamente a ela.
—
Não é um encontro... Somos apenas amigos.
—
Vou fingir que acredito nisso. Por hora. Mas se esse desgraçado a roubar de
mim, saiba que nunca irei perdoá-lo.
—
Não irá. Cuide do Hal só até eu voltar! Te amo, viu?
Miliani
despediu-se com um beijo suave na bochecha e saiu correndo pela praia. Ela nunca dizia que amava alguém sem que realmente sentisse isso, era uma palavra importante para demais ela. Sua saia
balançava leve como a brisa, sua pele era como bronze debaixo do sol e seus
cabelos refletiam todas as cores do céu. Ela era como um anjo, uma luz que
escapava por entre os dedos da mão, e Kailani sentiu que, mesmo por um breve instante, nunca a teria para sempre.
—
Agora o que tenho é um garoto levado, um cachorro babão e uma foca circense — ela olhou para baixo em direção de Hal.
—
E precisa de mais alguma coisa?
Kai
bagunçou o cabelo da criança, e mesmo que não fosse sua irmã ou tivesse
alguma relação de sangue, Hal sempre a veria como parte de sua família.
—
Não preciso de mais nada, meu querido. O que acha de passar em casa? Vou te mostrar uma fita de uma banda nova que conheci esses dias, você vai se amarrar!

A
Rocha do Wailmer recebia este nome por ter o curioso formato de uma enorme
pedra redonda, mas seu tamanho era tão descomunal que deveriam tê-la apelidado
de Rocha do Wailord. Mili subiu a escadaria de pedras feita para que os
turistas escalassem com segurança e surpreendeu-se por encontrar o local sem movimento, o que
era bem raro.
Dylan
a aguardava sentado sobre sua prancha na beirada da rocha e virou-se na mesma
hora que ouviu alguém chegar. Ele ergueu-se num pulo e caminhou em direção dela. Miliani sentiu seu coração palpitar. Não sabia o que aconteceria na sequência, Kailani achava que nunca se pode confiar plenamente em alguém que acabou de conhecer, mas a mente conturbada de Mili pensava se teria filhos com
ele, se seria um bom marido ou se ele gostaria de ouvir as histórias sobre o povo patético de uma vila desconhecida na região de Alola. Tudo em uma fração de segundos.
Quando
os dois ficaram de frente um para o outro, Dylan coçou o cabelo.
—
Eu percebi que esqueci de pedir o seu endereço.
—
Ah. É verdade. É na Vila Melemele, cabana 17.
—
Valeu.
Um
breve silêncio tomou conta da rocha.
—
Era... só isso? Você pediu para eu me encontrar com você aqui na Rocha só para saber meu
endereço? Por que você não pediu na hora? Eu também sei escrever em
guardanapos.
—
Claro que não! — Dylan sorriu e foi até a beirada, convidando-a a unir-se a ele
e apreciar a vista. O pôr do sol estava radiante e nenhuma nuvem cobria o céu. — Digamos que eu precisava de uma desculpa para vê-la de novo. Foi a primeira coisa que pensei. Estou adorando Alola, pois o clima lembra muito minha terra em Hoenn.
—
Você pegou a temporada de inverno. Experimente voltar no verão.
— Com certeza irei! E a propósito, eu estava até pensando aqui, será que
vocês não teriam interesse em passar alguns dias comigo? Minha família adoraria
recebê-los, estamos alojados em uma casa de verão aqui perto e poderíamos ter
mais tempo para nos conhecermos melhor, pegarmos umas ondas e tudo o mais. Você
e seu irmão devem passar por tempos difíceis.
—
O que quer dizer?
—
Bom, é que... Sei lá. Eu só quero o melhor para vocês, entende? Eu meio que
sinto pena.
Miliani
sentiu-se profundamente ofendida com aquelas palavras.
—
Pena? Pena de mim? Porque não tenho mais meus pais? Por ter que cuidar do meu
irmãozinho sendo que não consigo nem tomar conta de mim mesma? Por ter
de trabalhar duro e às vezes faltar dinheiro? Não sinta. Isso é o que acontece
na vida da maioria das pessoas nesse mundo, sem grandes surpresas. Nem todos estão fadados à ser grandes.
—
Pelo menos vocês vivem no paraíso, não é? Algo deve compensar.
Ela
voltou sua atenção para o sol que já estava para desaparecer por trás do
oceano, e não sentiu absolutamente nada.
—
Já assisti esse pôr-do-sol tantas vezes que ele não significa mais nada para mim.
Dylan
ouvia as palavras dela com atenção. Conhecera uma MIliani bela e feliz na
sorveteria, mas por um instante teve um vislumbre de uma garota triste e
preocupada com os problemas que a vida coloca entre nós; e isso só aumentou sua
vontade de ficar ao lado dela.
—
Sei que você vai me achar estranho depois do que vou falar, mas quando eu vi pela primeira vez no VaniDelluxe, mesmo que de longe, todas as palavras simplesmente sumiram da minha boca. Eu
só conseguia olhar bem fundo nesses olhos azuis como safiras, e pensar em nada,
além de você.
Mili
deu um sorrisinho de canto, mas preferiu não responder.
—
Não sou a primeira pessoa a elogiar seus olhos, não é? — perguntou Dylan.
Ela
fez que não com a cabeça. E realmente, era uma mulher linda, já deveria ter ouvido elogios suficientes para sua vida inteira.
—
Olha, me desculpe — Dylan recomeçou. — Acho que estou falando tanta bobeira que
nem me dei conta de que poderia estar invadindo sua privacidade... Devo ter
passado uma primeira impressão horrível, onde já se viu, marcar um jantar
romântico e falar de assuntos tão pessoais! Desculpe, sou apenas um cara
ordinário que na maior parte das vezes tenta agradar, mas tenho o terrível
defeito de tentar sempre me mostrar para os outros. Estou tentando corrigir esses problemas, eu juro. Inclusive, eu estava até pensando, ao
invés de um jantar à luz de velas porque não fazemos um almoço, então? Algo
simples, sem compromisso. Levo até o Iz para não ficarmos a sós, nos divertimos
com seu irmão e posso ensinar ele a surfar. Uma tarde entre amigos, o que me
diz?
Miliani
encolheu os ombros e pensou no que deveria responder. Se ficasse quieta o tempo todo ele falaria sozinho e nem se daria conta. Por um instante achou que
sentiria medo dele, mas no
fim das contas Dylan era mesmo um cara normal como qualquer outro, alguém que também busca um pouco de
carinho e atenção.
Ele
ficou de pé e ajudou a moça a levantar-se.
—
Sábado às duas horas, Vila Melemele, Cabana 17, confirmado?
Mili
fez que sim com a cabeça. Ainda ficava meio sem jeito perto dele, mas esperava em breve conseguir se soltar. Vê-lo sorrindo em sua frente só lhe dava a sensação de aconchego, queria poder abraçá-lo e alimentá-lo todos os dias, sentir seu calor, crescer, aprender e errar ao lado dele.
— Não vai se esquecer, não é?
Dylan abriu um sorriso enorme em resposta.
— Não vai se esquecer, não é?
Dylan abriu um sorriso enorme em resposta.
—
Jamais. Te espero lá!

Mili
arrumava o abajur de Lanturn na sala há quase meia hora. Olhava para o objeto de
longe e não gostava do resultado, tentando coloca-lo em outro lugar. Kailani já
estava tão cansada de vê-la fazendo a mesma coisa que soltou um berro:
—
Dá um tempo dessa merda e vem aqui sentar comigo!
—
M-mas o Dylan vai chegar a qualquer instante — respondeu Mili, olhando para o
relógio de Klink na mesinha de centro. — Eu preciso que tudo esteja em ordem,
quero causar uma boa impressão.
—
Querida, você está arrumando essa casa desde as oito horas da manhã. A comida
está pronta, e você fez a melhor receita com frutos do mar da sua família.
Até colocou o coitado do Hal pra fora! O pobrezinho agora está brincando
com o Dia e a foca que ainda não sei o nome. Por que não sossega e fica quieta aqui
comigo? Ouvimos uma música tranquila, juntinhas, e eu faço uma massagem daquele
jeito que você adora — Kailani deu uma piscadela. Uma oferta irrecusável.
—
Tudo bem...
Assim
que Mili sentou-se no sofá para relaxar, a campainha tocou. Ela levantou-se com
tanta pressa que acabou acertando o nariz da amiga na subida, Kai se jogou no
chão resmungando e Mili não soube se buscava um pouco de gelo ou se atendia a
porta.
Acabou
optando pela porta. Deu uma última conferida na flor que colocara no cabelo e
na maquiagem, e assim que a abriu, deu de cara com dois sujeitos que não se pareciam em nada com Dylan e Izrael. Um deles era bem magro e esguio, tinha uma cabeleira afro e
os óculos escuros mal cabiam no seu rosto, o outro era tão grande que não dava
para ver o restante da cabeça dele pela porta. De fato, não eram nem um pouco
parecidos.
—
O que desejam...? — perguntou Miliani, desconfiada.
O
magrelo olhou para dentro da casa e viu alguém se contorcendo no chão com a
mão no nariz.
—
Tá tudo bem aí, tia?
—
Ah, sim, claro! Tudo em perfeita ordem — Miliani suava frio, imaginava seo
motivo daqueles estranhos terem parado ali era por conta da gritaria na casa, o
que a fez sentir-se profundamente constrangida. De repente eram os novos vizinhos e
não tivera a oportunidade de se apresentar.
—
Ika, Uko, até que enfim vocês chegaram! — gritou Hal da varanda, indo correr
para recebê-los.
Ika
fez movimentos engraçados com a mão e eles se cumprimentaram várias vezes como
se fizessem um aceno secreto. Dia latia agitado e até mesmo o pequeno Popplio
já parecia conhecê-los. Miliani não fazia ideia do que estava acontecendo, mas tentou agir como a boa anfitriã que era.
—
Oh, vocês se conhecem! Isso é ótimo.
—
São eles os amigos que eu convidei para vir almoçar aqui em casa no sábado,
lembra?
— Claro. Vem aqui só um instantinho — Mili puxou seu
irmão para dentro da casa e fechou a porta. — O que raios está acontecendo aqui e
quem é essa gente esquisita aí fora?!
—
Eles são o Ika e Uko, e nos conhecemos do Esconderijo! Eu te avisei na quinta à
noite que queria trazer uns amigos para comer pizza em casa, e você deixou,
tanto é que a vi preparando alguma coisa com cheiro delicioso na cozinha. É pizza?
— Não. E aquilo é pro Dylan e o amigo dele!
—
O Dylan e o amigo dele também vão vir?
—
Vão.
—
Vish.
Miliani
abriu a porta e forçou seu melhor sorriso, convidando gentilmente as visitas a entrarem e ficarem à vontade.
Kailani
estava sentada emburrada com seu nariz ainda bem avermelhado. Agora ela e sua amiga
compartilhavam um sofá na sala, e do outro lado Ika e Uko se espremiam enquanto Hal estava sentado no chão brincando com seus Pokémon sobre o tapete de Stunfisk.
—
E aí, guri. Como é que o Boz tá se comportando? — perguntou Ika, rompendo o silêncio.
—
Muito bem. Descobrimos que ele têm habilidades artísticas, gosta de encenar
mortes e manda muito bem com coreografias! — respondeu Hal.
—
Boz? — resmungou Kailani.— Esse é o apelido que vocês deram?
—
Boz de Bozo — assentiu Uko, contente.
—
Fala sério, é horrível.
Uko fez uma cara tão triste que parecia poder chorar a qualquer instante, e Kai sentiu-se profundamente culpada por isso. Ika
coçou seu bigode. Não gostava quando alguém criticava suas ideias.
—
Beleza, vamos mudar então. Acabo de ter um insight
das alturas, e decidi criar uma mecânica chamada “Name Rater”, onde apenas pessoas com um registro oficial terão
autorização para realizar a mudança do apelido em seu companheiro Pokémon!
—
Isso é... sério? — perguntou Mili. — Quem em sã consciência precisaria de
permissão para mudar o apelido do seu Pokémon?
—
Eles são tipo humanos, bicho! Tu pode chegar e mudar seu nome pra Godofredo ou
Marinalva neste exato instante? Não, não pode, tem que ter registro. Ouça o que eu digo, irmã do
Hal, tu ainda vai ver isso se espalhando pelo mundo inteiro! — Ika ficou de pé enquanto movia suas mãos na altura da cabeça, como se estivesse
prestes a iniciar um ritual. — Calma aí... Calma aí... Tô recebendo uma
mensagem dos céus... Hmmmm... Irado. Esse é bom demais. Mas não. Hmmmm... Tem que
ser outro. Tem que ser perfeito.
Kailani
não fazia ideia do que aquele sujeito esquisito pretendia fazer, mas
segurava-se para não rir. Mili tinha medo dele começar a acender velas pela
sala e iniciar uma dança macabra. Subitamente Ika deu um salto e caiu bem de
frente ao Popplio, pegando-o no colo.
—
CHEFE! Seu nome agora será Chefe, porque Boz lembra Boss, que também significa chefe numa língua estrangeira ancestral.
—
Chefe é bem legal — confirmou Hal.
—
Melhor que Boz — Kailani também riu. — Boz me lembra outra coisa que não é nada legal...
A
campainha tocou, e dessa vez Miliani teve certeza de que era Dylan e seu amigo. Foi
correndo abrir e no instante que o viu ali parado ali foi como se o conhecesse pela
primeira vez. Os dois ficaram em silêncio, apreciando os detalhes um do outro
através de sorrisos e piscadelas até que Izrael entrou na frente do amigo e retirou a flor
da cabeça de Miliani.
—
Caraca, lírios azuis! Esses são bem difíceis de cultivar.
Dylan
pigarreou, estufou o peito e esforçou-se para retomar a classe.
—
Bem, eu disse que iria trazer o Iz. Ele estudou botânica e se amarra num bom
Pokémon grass-type pra acalmar as
ideias. Eu trouxe alguns lírios para você, eles não são azuis e nem raros, mas creio que vá
gostar.
—
São lindos — Mili sorriu, pegando o lírio de volta e colocando em seu cabelo
enquanto segurava o buquê com a outra mão. — Entrem. Fiquem à vontade. Só
não... reparem na bagunça.
Não havia sinal da limpeza feita ainda naquele dia. Dia corria loucamente pela sala e latia sem parar, Uko
brincava de arremessar Hal no sofá e o desafio era não quebrar nenhuma parte do
corpo, já Ika se divertia com o fato de Kailani ser mais musculosa que todos naquela sala juntos.
Izrael mastigava uma planta no canto da boca, mas deixou-a cair quando viu a cena.
— Sejam bem vindos. Só não me pergunte o que está acontecendo aqui, já faz alguns anos desde que perdi completamente o controle da minha vida — brincou Miliani.
— Maluco, eu não sabia que você ia convidar mais gente! — exclamou Dylan, ainda em estado de choque. — E, tipo, admito que é meio estranho dar de cara com dois negões desse tamanho na casa da garota que você gosta.
—
Heh, heh. É. — Mili falou entre os dentes. — Mas eles são os amigos do
meu irmão e, bem... vão ficar para almoçar, caso não se importe. Só acho que não preparei comida para
tanta gente.
—
Sem problemas. Eu posso pedir uma pizza pra acompanhar — sugeriu Dylan.
Ika
e Uko pararam a brincadeira no mesmo instante ao ouvirem a palavra sagrada ser
pronunciada. Eles disseram praticamente em conjunto:
—
Alguém disse... PIZZA?!!
Miliani
teve de procurar mais uma mesa para que todos pudessem sentar-se juntos, trouxe
mais pratos e copos que ficavam no fundo da estante pegando poeira, porque já
não se lembrava da última vez que recebera tantas visitas — provavelmente desde
seu último almoço em família.
Dylan
ligou para o lugar mais próximo e pediu cinco pizzas de pepperoni para
acompanhar os pratos principais. Nenhuma pizzaria estava aberta às
três da tarde, então acabou tendo de pedir numa padaria mesmo. Quando a comida
chegou, só faltou convidarem o entregador também. Todos se sentaram à mesa e Kailani ajudou sua amiga a trazer as panelas e servir os convidados primeiro. Ika e Uko
faziam piada e batiam os talheres na mesa, Dylan não estava bem acostumado à
simplicidade do povo de Alola, mas recebeu muito bem a culinária e os cuidados prestados.
A paella era uma receita clássica da região, e Hal não via alguém preparar o prato há pelo menos uns dois anos. Era
seu preferido: lula, camarão, peixes exóticos, alguns maricos e com o tempero na medida certa. Tudo
parecia delicioso e o dia estava tão agradável que nada poderia dar errado, nem
mesmo nas histórias mais pessimistas.

Hal
estava para dar a primeira garfada quando Ika o interrompeu, levantando o braço
e pedindo atenção de todos.
—
Podemos dar as mãos e fazer uma oração para agradecer o Senhor pela comida?
Dylan
já estava com a boca cheia quando olhou para Miliani, como se à espera de
uma explicação. Ele era ateu. Ela também não era religiosa, mas acreditava em muitas coisas e
já ouvira histórias sobre Arceus e outras criaturas divinas, mas não queria ser
grosseira com as visitas. Esticou a mão para Dylan que segurou-a pela primeira
vez, e só aquele gesto fez tudo valer a pena. Em sua frente, por algum motivo,
Kailani o fuzilava só de olhar.
—
Fechem os olhinhos agora — Ika pediu de maneira educada.
Hal
achou a cena engraçada porque não dava para saber se seus amigos realmente estavam
de olhos fechados por causa dos óculos escuros que eles usavam em qualquer
lugar e a qualquer hora do dia. Quando todos fecharam os olhos, Hal decidiu dar uma espiada, só para ver como cada um deles se comportavam. Foi então que Ika começou:
—
Querido papai que está em algum lugar desse enorme universo. Obrigado pela
vida, pela comida boa, por essa gente tão maneira que mal conheço e já
considero pacas. Obrigado por tudo. Obrigado por dar a criatividade ao homem
que criou a pizza e o pepperoni, e principalmente ao cara que certo dia decidiu
juntar os dois e criou essa maravilha que estás hoje em nossa mesa.
—
Ô, glória — falou Dylan ainda de olhos fechados, recebendo uma forte cotovelada
de Mili para que ficasse quieto. — Desculpa, seu peixe também está delicioso.
—
Shhhhhh!
—
Foi mal.
Ika
deu continuidade à oração:
—
Desculpa pelos erros que cometemos, por mais que a gente tente fazer as coisas
certas, nem sempre o certo é o suficiente, mas prometemos melhorar. Fazemos
nossa parte da melhor maneira possível. Queremos ser pessoas melhores todos os
dias, até quando bate aquela tristeza e temos a impressão de que tu esqueceu da
gente... Mas eu sei que não. Tu só é ocupadão. Deve ser difícil cuidar do mundo
inteiro ao mesmo tempo, mas obrigado por tirar nem que seja um pouquinho desse
seu tempo precioso pra cuidar de mim e dos meus amigos. Obrigado por cuidar de
cada um de nós ao seu jeito, papai. Obrigado por não esquecer da gente. Amém.
Era
a primeira vez que Hal ouvia uma oração tão sincera. Não entendia muito do que
as pessoas falavam na igreja na época em que seus pais o obrigavam a ir, achava tudo
muito monótono e repetitivo, às vezes tinha a impressão de que eram preces
automáticas e pré-programadas para uma criatura suprema que carece de ser
louvada, e não entendia por que agradecer por algo se tal criatura já
tinha tudo. Não se sentia grato por muita coisa, achava que a vida já fora
cruel o bastante roubando seus pais, mas pela primeira vez soube que era grato por uma coisa.
Terminada a oração, todos sorriram um pouco sem graça e finalmente encheram seus pratos de comida. Ika e Uko comiam como se não houvesse amanhã, o queijo transbordava de suas bocas e nunca faltava refrigerante em seus copos. Dylan teve de repetir o prato e Miliani encheu-se de orgulho por ver que não sobrou praticamente nada de sua comida. Kailani conseguiu comportar-se na frente das visitas, até mesmo trocou algumas palavras com Dylan e seu amigo Izrael sobre os costumes da ilha e uma trilha nas montanhas voltada para os apreciadores de esportes radicais. Uma música agradável tocava no fundo, no melhor estilo tropical de Alola. O som das ondas incessantes lá fora e o sol fraco traziam paz e aconchego. Dia usava seu fofura no nível máximo para conseguir um pouco de comida, nem que fosse a borda sem recheio de uma das pizzas. O Popplio andava ao redor da mesa, agitado com o barulho e tanto movimento, pois também adorava ouvir risadas e gente conversando, por mais que não entendesse o que significava.
Foi então que Hal soube, olhando ao redor, que tudo de mais especial estava reunido num único lugar. Seus amigos, Pokémons, sua casa — eles eram sua família. Era tudo que tinha, não precisava de mais nada.
Terminada a oração, todos sorriram um pouco sem graça e finalmente encheram seus pratos de comida. Ika e Uko comiam como se não houvesse amanhã, o queijo transbordava de suas bocas e nunca faltava refrigerante em seus copos. Dylan teve de repetir o prato e Miliani encheu-se de orgulho por ver que não sobrou praticamente nada de sua comida. Kailani conseguiu comportar-se na frente das visitas, até mesmo trocou algumas palavras com Dylan e seu amigo Izrael sobre os costumes da ilha e uma trilha nas montanhas voltada para os apreciadores de esportes radicais. Uma música agradável tocava no fundo, no melhor estilo tropical de Alola. O som das ondas incessantes lá fora e o sol fraco traziam paz e aconchego. Dia usava seu fofura no nível máximo para conseguir um pouco de comida, nem que fosse a borda sem recheio de uma das pizzas. O Popplio andava ao redor da mesa, agitado com o barulho e tanto movimento, pois também adorava ouvir risadas e gente conversando, por mais que não entendesse o que significava.
Foi então que Hal soube, olhando ao redor, que tudo de mais especial estava reunido num único lugar. Seus amigos, Pokémons, sua casa — eles eram sua família. Era tudo que tinha, não precisava de mais nada.
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01/08 - Novo Trailer, Novos Pokémon e Muito Mais!

Agosto começou com novidades para a sétima geração de Pokémon. Tanto o canal japonês e o canal americano de Pokémon no Youtube liberaram um novo trailer mostrando o que há de novo em Sun e Moon, incluindo novos personagens, Pokémon, mecanismos dentro e fora das batalhas.
Novos Pokémon
Nome: Gumshoos
Tipo: Normal
Habilidade: Stakeout/Strong Jaw
Pré-evolução: YungoosInformações: O método utilizado pelo Gumshoos para visar uma presa é exatamente o oposto da estratégia do Yungoos. Enquanto o Yungoos está sempre em movimento, o Gumshoos vigia os percursos habituais da sua presa e aguarda pacientemente que apareça.
O Gumshoos tem uma personalidade tenaz, motivo que o leva a visar uma presa durante tanto tempo sem desanimar. Mas, quando o sol se põe, a sua força diminui, adormecendo onde se encontra. O Gumshoos pode suportar muita fome. Pode ficar perfeitamente imóvel enquanto aguarda a sua presa, mantendo-se vigilante e sem comer.
Nome: Minior
Tipo: Rock/Flying
Habilidade: Shields Down
Tipo: Rock/Flying
Habilidade: Shields Down
Informações: Os Minior são formados na estratosfera e vivem absorvendo os detritos que os rodeiam. Depois de consumirem grandes quantidades de partículas, os seus corpos tornam-se pesados e caem na superfície do planeta. O Minior tem uma carapaça exterior dura e pesada, com um núcleo no interior. O Meteor Pokémon parece ser constituído de maneira a que, se a sua carapaça se partir, se torna mais leve, podendo desferir ataques rápidos.
Quando a sua carapaça se parte, o núcleo no seu centro é revelado. Não saberá qual a cor que aparece até que isto aconteça!
O Minior tem a nova Ability Shields Down, que nenhum outro Pokémon teve anteriormente. Com a Ability Shields Down, terá excelentes capacidades defensivas enquanto a sua carapaça estiver intacta. Também estará protegido das condições de estado. Mas quando os seus HP descem abaixo de metade, a sua carapaça parte-se e muda para uma forma mais adequada para o ataque.
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| Formas do Minior |
Nome: Mudbray
Tipo: Ground
Habilidade: Own Tempo/Stamina
Evolução: Mudsdale
Informações: Antigamente, o Mudbray podia ser encontrado por todo o mundo, mas foi caçado em excesso e ficou em vias de extinção. Diz-se que a região de Alola é o único local do mundo onde o Mudbray ainda pode ser encontrado no estado selvagem.
O Mudbray tem uma força sobre-humana — algo surpreendente, tendo em conta o seu corpo pequeno. O Mudbray pode transportar até 50 vezes o seu próprio peso, com a carga às costas ou arrastando-a atrás de si.
O Mudbray adora brincar na lama. É fácil viver em harmonia com este Pokémon, desde que lhe proporcione um ambiente onde possa brincar na lama. No entanto, se não puder divertir-se no lamaçal, o Mudbray fica tenso e pode deixar de escutar as ordens.
Nome: Oricorio
Tipo:
Pa'u Style: Psychic/Flying
Sensu Style: Ghost/Flying
Baile Style: Fire/Flying
Pom-Pom Style: Electric/Flying
Habilidade: Dancer
Informações: O Oricorio muda de forma bebendo o néctar de algumas flores. Como apresenta quatro formas diferentes — tantas quantas as ilhas de Alola — parece que vivem diferentes Oricorio em cada uma das ilhas.
O Pa’u Style Oricorio mexe-se ao seu próprio ritmo, o que, por vezes, faz com que seja difícil lidar com ele. Estimula os seus movimentos enérgicos através da dança, o que aumenta o seu poder psíquico. Diz-se que esta dança expressa a sua gratidão à divindade guardiã Pokémon.
O Sensu Style Oricorio é calmo e tranquilo. Através da sua dança, reúne os espíritos presentes numa área e recorre ao poder deles para lutar. As pessoas que migraram de Kanto apreciam muito este Pokémon, porque a sua dança recorda-lhes a sua pátria.
O Baile Style Oricorio é muito apaixonado e, quando dança, o seu corpo enche-se de poder. Durante as suas intensas danças, lança penugem macia pelo ar. Ao inflamar esta penugem, pode desferir um ataque dançante com fogo.
O Pom-Pom Style Oricorio é muito amigável para com as pessoas e recorre à dança para motivar os Treinadores que se sintam deprimidos. Quando dança, as suas penas ficam carregadas com eletricidade estática. Pode desferir ataques com estas penas carregadas e, às vezes, liberta um potente choque elétrico.
O Oricorio tem a nova Ability Dancer, que nenhum outro Pokémon teve anteriormente. Se outro Pokémon no campo utilizar um movimento de dança, o Oricorio poderá utilizar o mesmo movimento logo a seguir, graças à sua Ability Dancer.
Nome: Fomantis
Tipo: Grass
Habilidade: Leaf Guard
Evolução: Lurantis
Informações: O Formantis é noturno e realiza a fotossíntese enquanto dorme, durante o dia, estendendo as suas folhas em todas as direções. Devido ao perigo de ficar no mesmo local dois dias seguidos, o Formantis inicia a sua procura pelo local para o dia seguinte assim que o sol se põe.
Para o Formantis, a fotossíntese não é apenas uma fonte de energia — é uma necessidade para atingir a força e a coloração brilhante da sua forma evoluída. A fotossíntese é preciosa para o Formantis, que atacará ferozmente quem perturbar esse processo.
O Formantis é excelente em ataques de longo alcance, como o Razor Leaf e o Solar Beam. O Solar Beam é realmente um movimento poderoso, mas como gasta a energia que o Pokémon armazenou através da fotossíntese, o Formantis raramente o usa.
Nome: Lurantis
Tipo: Grass
Pré-evolução: Fomantis
Habilidade: Leaf Guard
Informações: O Lurantis atrai os adversários para perto de si com a sua aparência e o seu aroma semelhantes aos de uma flor — e depois derruba-os. Diz-se que é o mais deslumbrante de todos os Pokémon Grass-type, devido à sua coloração brilhante e movimentos elegantes. A aparência do Lurantis é mantida através de um tratamento minucioso. Confia num Treinador que o trate bem, mas, aparentemente, tem dificuldade em crescer junto de um Treinador preguiçoso.
O Lurantis pode aprender o Solar Blade, um movimento que liberta um feixe em forma de lâmina, para cortar os seus inimigos. A lâmina é tão afiada que há quem diga que pode cortar uma rocha ao meio! O Solar Blade é um movimento que nenhum Pokémon pôde aprender anteriormente. Com o Solar Blade, o Lurantis absorve energia do sol no primeiro movimento e, na segunda volta, lança um poderoso ataque.
O Lurantis é o Pokémon Totem da Lush Jungle, o local de uma prova da Akala Island. Esmaga os candidatos à prova com as poderosas combinações lançadas em conjunto com os aliados Pokémon a quem recorre.
Alolan Pokémon
Nome: Alolan Sandshrew
Tipo: Ice/Steel
Evolução: Alolan Sandslash
Habilidade: Snow Cloak
Informações: Historicamente, os Sandshrew viviam em áreas de deserto. Mas as frequentes erupções vulcânicas nas proximidades levaram os Sandshrew a sair do deserto e a migrar para as montanhas nevadas, onde assumiram esta forma.
O corpo do Sandshrew mudou, para se adaptar ao ambiente agreste das montanhas nevadas. A pele do Alolan Sandshrew está coberta por uma carapaça de gelo, dura como aço. Defensivamente, é excelente, mas falta-lhe flexibilidade e não pode enrolar o corpo como uma bola, ao contrário de um Sandshrew Ground-type.
O seu grande peso torna o Alolan Sandshrew mais lento que um Sandshrew normal, mas as garras dos seus pés e mãos permitem-lhe deslocar-se no gelo sem escorregar. Quando quer deslocar-se rapidamente, utiliza o estômago para deslizar sobre o gelo como uma pedra de "curling".
Nome: Alolan Sandslash
Tipo: Ice/Steel
Pré-evolução: Alolan Sadshrew
Habilidade: Snow Cloak
Informações: Os Alolan Sandshrew das montanhas nevadas evoluem para os Alolan Sandslash, com costas espinhosas e cobertas de gelo. Devido ao seu revestimento de gelo, estes espinhos são grandes e afiados. Os Alolan Sandslash escondem-se na neve quando surgem inimigos poderosos, deixando apenas os seus espinhos expostos e prontos para entrar em ação.
O peso do gelo que cobre o seu corpo torna estes Alolan Sandslash mais pesados e lentos que os Sandslash normais. No entanto, em campos de neve e no gelo, deslocam-se abrindo caminho com as suas garras, o que permite que se movam com rapidez.
As nuvens de neve criadas pelos movimentos do Alolan Sandslash são tão belas que muitos fotógrafos vão até aos picos nevados para captar o momento. Contudo, os Sandslash vivem nas profundezas das montanhas e há o grande perigo de alguém se perder; portanto, é proibido subir às montanhas sem autorização.
Tipo: Ice/Fairy
Evolução: Alolan Ninetales
Habilidade: Snow Cloak
Informações: Diz-se que o Vulpix veio para a região de Alola juntamente com os humanos, mas o Fox Pokémon foi para as montanhas nevadas, de modo a evitar os habitats normais dos outros Pokémon, acabando por assumir esta forma.
Estes Alolan Vulpix vivem nas altas montanhas que permanecem cobertas de neve ao longo de todo o ano. Vivem em pequenos bandos de dois a cinco membros, ajudando-se entre si a sobreviver.
O Alolan Vulpix pode congelar solidamente qualquer coisa, expelindo da sua boca ar a uma temperatura de −58 graus Fahrenheit (−50 °C). Não se adapta bem ao calor, mas quando a temperatura sobe muito, produz gelo a partir da sua cauda, para baixar a temperatura circundante.
Nome: Alolan Ninetales
Tipo: Ice/Fairy
Pré-evolução: Alolan Vulpix
Habilidade: Snow Cloak
Informações: Os Alolan Ninetales vivem num pico nevado, que é venerado como uma montanha sagrada na região de Alola. São tratados como emissários sagrados e as pessoas encaram-nos com medo e temor. A personalidade deste Pokémon é extremamente gentil e, no passado, já ajudou humanos que pareciam estar em perigo. Contudo, não tem qualquer piedade para com o que quer que seja que se atreva a danificar o seu território!
O Alolan Ninetales pode produzir cristais de gelo a partir do pelo que cobre o seu corpo. Pode utilizar estes cristais de gelo para bloquear ataques ou para fazer bolas de gelo, que dispara como balas contra os seus adversários. O poder destes projéteis de gelo é suficiente para pulverizar rocha!
Nome: Alolan Exeggutor
Tipo: Grass/Dragon
Pré-evolução: Exeggcute
Habilidade: Frisk
Informações: O ambiente da região de Alola, onde a forte luz do sol brilha ao longo de todo o ano, provocou esta mudança na forma do Exeggutor. O povo de Alola afirma que o Alolan Exeggutor é a forma genuína de Exeggutor.
Ao contrário de outros Exeggutor, o Alolan Exeggutor tem uma quarta cabeça — na cauda! Esta quarta cabeça controla a cauda independentemente e pode enfrentar adversários na parte traseira, que estejam fora do alcance dos ataques desferidos pelas cabeças principais.
Este Pokémon distingue-se por utilizar o seu longo pescoço como um chicote, para atacar com as suas rijas cabeças. Mas, às vezes, este pescoço pode tornar-se uma fraqueza...
Poké Ride
Um dos aspectos da cultura da região de Alola é o chamado Poké Ride, em que certos Pokémon ajudam as pessoas a chegar a locais onde não chegariam recorrendo apenas à força humana. Estes Pokémon não se juntam à sua equipa, mas pode pedir-lhes ajuda a qualquer momento. Esta prática é típica do modo de vida em Alola, onde humanos e Pokémon são extremamente unidos.
O Ritual Island Challenge
Um aspeto da cultura única que se desenvolveu na região de Alola é o Island Challenge, um ritual ousado que envolve a viagem através de cada uma das quatro ilhas. Este evento ajuda as pessoas jovens a tornarem-se bons Treinadores de Pokémon. Como personagem principal de Pokémon Sun e Pokémon Moon, o jogador está destinado a tentar este Island Challenge.
Provas: Para completarem o Island Challenge, os jovens que se submeterem ao ritual têm de superar as provas em cada uma das quatro ilhas. Estas provas não estão limitadas às batalhas com Pokémon. Assumem uma variedade de formas, como encontrar itens ou completar testes de conhecimento. Não conseguirá superá-las com métodos convencionais!
Totem Pokémon: No final de cada prova, um poderoso Pokémon, conhecido como Pokémon Totem, estará à espera. Um Pokémon Totem é muito maior que os outros da sua espécie e o seu corpo está envolto numa aura especial.
Combinações sofisticadas em batalhas SOS: Quando os Pokémon Totem lutam, convocam os Pokémon aliados para se juntarem a eles. Com o apoio destes aliados, o Pokémon Totem torna-se ainda mais poderoso. E parece que, às vezes, outros Pokémon, para além do Pokémon Totem, também recorrem à ajuda dos seus aliados.
Grand Trials: A prova final em cada ilha
é denominada a grande prova. É uma batalha de Pokémon contra o Kahuna que
lidera essa ilha. Se um candidato à prova superar esta grande prova, será
reconhecido publicamente como tendo superado todas as provas da ilha e pode passar
à ilha seguinte.
Capitães de Prova:
Lana é uma capitã especialista em Pokémon Water-type. É dedicada à sua família e é uma irmã mais velha, de confiança, que cuida das suas irmãs mais novas.
Mallow é especialista em Pokémon Grass-type. Adora cozinhar, mas, às vezes, o seu gosto é bastante particular...
Especialista em Pokémon Electric-type, o Captain Sophocles é habilidoso com mecânica e inventou várias máquinas.
Kiawe é um capitão cuja especialidade são os Pokémon Fire-type. Juntamente com o seu Marowak, estuda as danças tradicionais da região de Alola.
Kahunas: Cada uma das quatro ilhas de Alola tem um líder, denominado kahuna da ilha, que governa a ilha. Os Kahunas são escolhidos pelos Pokémon conhecidos como divindades guardiãs, que também se encontram em cada ilha.
O Hala é o kahuna da Melemele Island, para onde acabou de se mudar, e é também o avô do seu rival Hau. A sua capacidade é famosa na região de Alola. Dá-lhe o seu primeiro parceiro Pokémon e espera algo grandioso de si.
Z-Moves
Foi introduzido um novo elemento nas batalhas Pokémon em Pokémon Sun e Pokémon Moon: o Z-Moves. Os Z-Moves são movimentos de grande poder que só podem ser utilizados uma vez em cada batalha. Quando os desejos do Treinador e do Pokémon estão em harmonia entre si e ambos libertam todo o seu poder juntos — o resultado é a força explosiva de um Z-Move! Todos os Pokémon podem utilizar o Z-Moves para um poderoso desempenho em batalha!
O Z-Ring é usado num braço do Treinador e serve para colocar os Z-Crystal. Se um Pokémon tiver a mesma variedade de Z-Crystal, os dois poderão obter harmonia entre si. Foram encontrados cristais correspondentes a cada tipo de Pokémon na região de Alola.
Existem duas condições para executar o Z-Moves: um Pokémon tem de aprender um movimento do mesmo tipo que um Z-Crystal e tem de possuir o Z-Crystal correspondente.
Quando vê estes movimentos em ação no jogo, cada movimento de poder esmagador é apresentado em grande plano, enchendo todo o ecrã!
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| Alguns Z-moves revelados |

















































